As singularidades da
tardia revolução portuguesa fazem com que desfrute de um colossal protagonismo
na historiografia (tanto nacional como internacional), havendo destacados
autores que afirmam que o movimento social-popular que emergiu após aquela
agitada quinta-feira de Abril de 1974 «foi sem dúvida o movimento social
mais amplo e profundo da história europeia do pós-guerra»[1],
havendo outros que dizem ter sido um «momento inaugural duma quarta vaga de
democratização mundial, sendo que as anteriores vagas terão acontecido em 1848,
após a I Guerra Mundial e após a II Guerra Mundial»[2].
De uma forma condensada, o 25 de Abril de 74 foi um golpe militar, encetado
pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), que destronou um regime fascista que
persistia há 48 anos e pôs fim a uma macabra e dispendiosa guerra colonial, que
em 1974 mobilizava grande parte dos 150 mil soldados e dos 25 mil oficiais que
o exército detinha. Doravante, o golpe militar será, gradualmente, transformado
numa revolução de cariz socialista sob a égide do MFA, particularmente após o
fracasso militar do General António Spínola (em 11 de Março de 1975). O País
entrava no chamado Período Revolucionário
em Curso[3] (PREC),
que vai durar cerca de 260 dias, tendo sido encerrado com o 25 de Novembro de
1975. A intumescência revolucionária mais radical, apontava como modelo a
seguir o Poder Popular e a Democracia Popular, o que dialecticamente fazia
engrossar as acções da extrema-direita, nomeadamente, no norte do país. Face a
todos esses sectores, os moderados inquietavam-se, publicando o famoso
Documento dos Nove, que acabou por contribuir, também, para a crise de Estado,
pois como reconhece mais tarde o seu principal mentor (Melo Antunes), é um
documento «absolutamente condenável»[4]
no ponto de vista militar, pois não respeitou as hierarquias militares ou as
instituições do próprio MFA. Rapidamente, a conjuntura histórica desse tempo
permite o avanço dos «movimentos sociais» e a sucessiva perda de
autoridade, tanto dos próprios governos provisórios como das autoridades,
principalmente das forças de segurança pública (GNR e PSP). Estas últimas
instituições da ordem «perderam a sua capacidade dissuasora»[5],
abrindo deste modo uma «estrutura de oportunidades políticas» que seria
aproveitada pelos movimentos
sociais. A principal explicação para a perca de autoridade das forças policiais
é o facto de essas serem encaradas com desconfiança pela população radicalizada
e, principalmente, como «adversários potenciais»[6]
pelo próprio MFA, sendo por isso necessário desmantela-las, visto que isso era uma forma de ruptura com o Antigo
Regime (fascismo). Por exemplo, a polícia de choque é dissolvida rapidamente. As
forças policiais perderam de tal modo a credibilidade por parte das populações
que em «Setúbal […] depois de uma esquadra ter sido assaltada por
alguns manifestantes, os policiais tiveram de ser resgatados por tropas do MFA»[7].
Muita razão tem Diego Palacios Cerezales quando afirma que foi o não «isolamento
social das forças armadas, tanto oficiais como da tropa», dos anseios das
populações que permitiu a fraca ou nula capacidade coerciva do Estado. A
descrição de um soldado que o
autor cita no seu livro é elucidativa: «[ordenavam-nos]: “vão reprimir
os trabalhadores daqui ou dali, que estão em greve e são uns malandros, etc.” […] Depois acontecia que
chegávamos lá e verificamos que os trabalhadores tinham razão»[8].
Inevitavelmente, o desfecho foi o surgimento de uma grave crise
político-militar (chamado de Verão Quente[9]),
com os vários projectos políticos a guerrearem-se — tanto na rua, na Assembleia
Constituinte, nos Governos Provisórios (GP) bem como no interior dass Forças
Armadas (FAs) — emergindo desse modo
colossais contradições: um país dividido, simbolicamente, em dois a partir de
Rio Maior[10], onde
no norte o PS e o Partido Popular Democrata (PPD-PSD) predominam eleitoralmente
e militantemente, sendo acompanhados por uma extrema-direita violenta, ao passo
que no sul teimava uma consciência mais revolucionária e militante do PCP. Todavia,
os moderados acabam por consolidar posições, sobretudo depois da queda de Vasco
Gonçalves[11] e com a
entrada em cena do VI Governo Provisório, acabando inclusive por sanear vários
indivíduos afectos à esquerda que ocupavam importantes cargos
políticos/militares e nomearam «novos
comandantes [da polícia e] voltaram a
atribuir-lhes missões de ordem pública e armaram-nos com material pesado de
guerra — a famosa G3 — num gesto de confiança e de reforço tão material como
simbólico»[12], no
sentido de recuperar a autoridade do Estado e da hierarquia militar. Além
disto, as forças policiais foram integradas no novo Agrupamento Militar de
Intervenção (AMI) conjuntamente com a tropa especial dos Comandos. Na visão de
Cerezales os moderados acabam por preparar uma série de armadilhas, em que o
autor emprega a expressão elucidativa de «cascas
de bananas», na esperança que a esquerda militar fosse provocada a agir.
Seja como for, a verdade é que esta crise político-militar atingi o clímax em Novembro. Neste mês é divulgado que grupos de extrema-esquerda iam regressar à luta armada clandestina para defender a revolução; há rumores de uma suposta Comuna de Lisboa e de uma possível Guerra Civil; anúncios nos jornais dão conta de vários golpes de estados; o VI GP manda dinamitar os emissores da Rádio Renascença; o regresso do fascismo pairava no ar; há fortes reivindicações operárias na cintura industrial de Lisboa; ocorre a inédita auto-suspensão do Governo e dá-se a dispensa dos pára-quedistas pelo Chefe da Força Área, o General Morais da Silva. Portanto, em Novembro a situação é tempestuosa, com um poder bastante pulverizado entre os vários projectos: Poder Popular; Democracia Popular e Social-Democracia. No entanto, há quatro vectores incontornáveis no despontar do 25 de Novembro: uma perigosa circulação de armas[13] entre os Quartéis e a sociedade civil; a quebra[14] eminente da tradicional hierarquia militar na Região Militar de Lisboa (RML) e, particularmente, a substituição de Otelo Saraiva de Carvalho na RML por um militar da esfera dos moderados (Vasco Lourenço); o anuncio do fim do COPCON; e a dispensa dos pára-quedistas. É este o contexto que Portugal conhece nas vésperas do 25 de Novembro, e que, consequentemente, faz desencadear as movimentações militares desse dia. Os pára-quedistas de Tancos ocupam quatro estruturas militares[15] da Força Aérea, enquanto as tropas do Ralis e do COPCON tomam posições defensivas e de vigilância na A1. Porém, o General e Presidente da República, Costa Gomes, acabará por assumir o controlo militar da RML dando, posteriormente, luz verde ao plano dos moderados no sentido de agir contra os supostos revoltosos. Pela primeira vez desde do 25 de Abril, o estado de sítio é decretado pelo Presidente da República na região de Lisboa, e «por determinação do Conselho da Revolução, [no] dia 26 de Novembro, não se publicam jornais na área onde se decretou o estado de sítio»[16]. Neste dia há confrontos entre os comandos e a polícia militar (PM), causando três vítimas mortais[17]. No rescaldo os moderados impõem um duro revés à esquerda militar, a correlação de forças altera-se drasticamente: são detidos 51 militares; Otelo demite-se, dando lugar a Vasco Lourenço na RML e o COPCON é dissolvido; Ramalho Eanes é nomeado chefe do Estado-Maior do Exército; todas as assembleias e órgãos do MFA são suspensos. É o regresso dos militares aos quartéis, ou seja, o 25 de Novembro é o corte do cordão umbilical que emparceirava os movimentos sociais às Forças Armadas, como salienta bem a historiadora Maria Manuela Cruzeiro, o PREC é substituído pelo «Processo Constitucional em Curso»[18].
Seja como for, a verdade é que esta crise político-militar atingi o clímax em Novembro. Neste mês é divulgado que grupos de extrema-esquerda iam regressar à luta armada clandestina para defender a revolução; há rumores de uma suposta Comuna de Lisboa e de uma possível Guerra Civil; anúncios nos jornais dão conta de vários golpes de estados; o VI GP manda dinamitar os emissores da Rádio Renascença; o regresso do fascismo pairava no ar; há fortes reivindicações operárias na cintura industrial de Lisboa; ocorre a inédita auto-suspensão do Governo e dá-se a dispensa dos pára-quedistas pelo Chefe da Força Área, o General Morais da Silva. Portanto, em Novembro a situação é tempestuosa, com um poder bastante pulverizado entre os vários projectos: Poder Popular; Democracia Popular e Social-Democracia. No entanto, há quatro vectores incontornáveis no despontar do 25 de Novembro: uma perigosa circulação de armas[13] entre os Quartéis e a sociedade civil; a quebra[14] eminente da tradicional hierarquia militar na Região Militar de Lisboa (RML) e, particularmente, a substituição de Otelo Saraiva de Carvalho na RML por um militar da esfera dos moderados (Vasco Lourenço); o anuncio do fim do COPCON; e a dispensa dos pára-quedistas. É este o contexto que Portugal conhece nas vésperas do 25 de Novembro, e que, consequentemente, faz desencadear as movimentações militares desse dia. Os pára-quedistas de Tancos ocupam quatro estruturas militares[15] da Força Aérea, enquanto as tropas do Ralis e do COPCON tomam posições defensivas e de vigilância na A1. Porém, o General e Presidente da República, Costa Gomes, acabará por assumir o controlo militar da RML dando, posteriormente, luz verde ao plano dos moderados no sentido de agir contra os supostos revoltosos. Pela primeira vez desde do 25 de Abril, o estado de sítio é decretado pelo Presidente da República na região de Lisboa, e «por determinação do Conselho da Revolução, [no] dia 26 de Novembro, não se publicam jornais na área onde se decretou o estado de sítio»[16]. Neste dia há confrontos entre os comandos e a polícia militar (PM), causando três vítimas mortais[17]. No rescaldo os moderados impõem um duro revés à esquerda militar, a correlação de forças altera-se drasticamente: são detidos 51 militares; Otelo demite-se, dando lugar a Vasco Lourenço na RML e o COPCON é dissolvido; Ramalho Eanes é nomeado chefe do Estado-Maior do Exército; todas as assembleias e órgãos do MFA são suspensos. É o regresso dos militares aos quartéis, ou seja, o 25 de Novembro é o corte do cordão umbilical que emparceirava os movimentos sociais às Forças Armadas, como salienta bem a historiadora Maria Manuela Cruzeiro, o PREC é substituído pelo «Processo Constitucional em Curso»[18].
«Se queremos encontrar um centro no processo»,
afirma o historiador António Telo, «ele foi o MFA e não o PCP»[19]
. No entanto, este autor não deixa de entrar contradição ao denominar o
período balizado entre o 11 de Março até ao 25 de Novembro de: «deriva comunista».
Há haver uma «deriva», ela deve ser remetida para uma deriva ideológica no
interior do MFA e não, somente, comunista. A tese da «deriva comunista» implica dar demasiada ênfase e importância ao
PCP, tirando, por seu turno, a devida importância ao MFA e aos moderados. Os
Capitães de Abril acabariam por ser também Capitães de Novembro, no entanto se
no primeiro mês estavam unidos numa batalha conjunta, em Novembro acabam por se
guerrear, originando respectivamente um grupo de vencidos e de vencedores. É,
efectivamente, importante fazer uma análise ideológica aos militares que
conduziam o destino do país nessa época. Claro está, que o MFA era pouco
politizado desde dos seus primórdios, (havendo poucos militares politizados
como Vasco Gonçalves e Melo Antunes), sendo então um defeito na historiografia
o não acentuar uma deriva ideológica no próprio MFA ao longo do processo.
Tomemos o exemplo de Pinheiro de Azevedo[20]
e Morais da Silva, estes militares rapidamente movem-se do sector gonçalvista
para o sector moderado, havendo ainda exemplos de militares da área de Spínola
— como Otelo Saraiva de Carvalho e Carlos Fabião — que acabam por abraçar ou
pactuar com a extrema-esquerda. Inclusive, alguns dos militares da área do PCP
revelam uma forte autonomia face ao partido, acabando, por exemplo, apelar ao
voto em branco nas eleições (Almirante Rosa Coutinho), e outros desabafam as
interferências do partido. Há militares conectados com o PCP que no 25 de Novembro
tomam posições contrárias à do partido, pois numa altura que o Comité Central
do PCP assumia que se tinha avançado velozmente e a revolução estava ameaçada,
sendo então vital negociar uma retirada sem perder o essencial, militares como
Duran Clemente e Diniz de Almeida pronunciavam-se a favor da distribuição de
armas aos trabalhadores. O próprio comportamento decisivo dos pára-quedistas de
Tancos ao longo do processo é, em si, um outro exemplo da fraca politização dos
militares. A esta luz, fica visível que a ideologia dentro do MFA tinha um
sentido muito lato, que com a publicação de vários documentos, produzidos por
militares do mesmo, originará a implosão da unidade no MFA. Em suma, é
imperativo estudar as várias trajectórias contrárias dentro do MFA, e de que
forma se estendiam à sociedade civil e aos partidos políticos. No entanto, é
necessário ter em conta que a instrumentalização dos militares do MFA por parte
dos partidos políticos é algo labiríntico, pois na prática a ideia de que os
gonçalvistas seriam todos controlados pelo PCP e os moderados pelo PS/PSD, é
uma ideia limitada, inclusive diversas vezes esses sectores militares mostravam
repulsa pela interferência partidária. É de crer que os vários notáveis do MFA
tinham, verdadeiramente, uma agenda política própria política para o país.
Em
relação à análise da suposta Guerra Civil, o factor psicológico da
camaradagem/amizade, que, todavia, nunca deixou de haver entre as chefias do
MFA, não é ainda devidamente salientado. Dificilmente os militares que tinham
combatido ombro a ombro durante anos no Ultramar, e que tinham conjuntamente
arriscado a sua carreira e vida na concretização da operação «Fim Regime» (nome de código
para o 25 de Abril de 74), pegariam em armas para aniquilar militares seus
conhecidos para tomar o poder. Por exemplo, o telefonema que Melo Antunes terá
feito para Otelo pouco antes do 25 de Novembro, o convívio ocorrido entre Otelo
de Saraiva com Jaime Neves na hora da prisão do primeiro e a amizade entre
Vasco Lourenço e Otelo são elucidativos da intimidade/delicadeza existente
dentro do MFA. O discurso de uma Guerra Civil foi um tema bastante politizado e
propagandeado pelos partidos, nomeadamente os que dominavam eleitoralmente,
cuja a historiografia ainda não conseguiu deslindar. Na conjuntura conflituosa
havia espaço para as demonstrações de força, no entanto transformar tais
demonstrações numa possível Guerra Civil não era objectivo.
Terminando,
o 25 de Novembro continua a ser, porventura, o episódio mais nebuloso da
história recente de Portugal. Ao contrário do outro 25 — o de Abril — este, o
de Novembro, marca o início do fim do apogeu dos movimentos sociais, da
presença das FA´s no quotidiano civil, e de uma certa forma de cidadania. Com
efeito, o fim de uma época. Mesmo, sendo um facto que o 25 de Novembro não
perfaz o fim do objectivo socialista para o país, sendo inclusive, aprovada uma
Constituição progressista embebida no espírito do PREC, que consagra uma
Reforma Agrária, um Conselho da Revolução e as nacionalizações como
irreversíveis, na verdade é que desde daí tem havido somente retrocessos. No
fundo, o processo revolucionário português contém uma singularidade fundamental
para a compreensão do processo, que tem escapado à historiografia; o facto de
se ter tentado fazer uma revolução sem revolucionários.
[1] Boaventura de
Sousa Santos, O Estado e a Sociedade em Portugal (1974-1988), p. 27.
[2] Philippe C.
Schmitter, Portugal: do Autoritarismo à Democracia. Citado em Luísa
Tiago de Oliveria, Estudantes e o Povo na Revolução. O serviço cívico
estudantil (1974-1977), p. 4.
[3]
Institucionalização do MFA com a criação do Conselho da Revolução; início das
nacionalizações e da Reforma Agrária.
[4]Citado em Maria
Manuela Cruzeiro, Vasco Gonçalves um General na Revolução, Circulo de
Leitores, p.204.
[5] Diego Palacios
Cerezales, O Poder Caiu na Rua, p. 62.
[6] CEREZALES, op.
Cit., p. 63.
[7] CEREZALES, op.
Cit., p. 68.
[8] CEREZALES, op.
Cit., p. 75.
[9]
Via Eleitoral versus Via Revolucionária; PPD e o PS embalados pelo resultado
eleitoral iniciam um ataque a Vasco Gonçalves e ao próprio MFA, abandonando o
IV GP; A questão da Unicidade Sindical; O caso do jornal República e da Rádio
Renascença; O assalto às sedes dos partidos de esquerda no norte do país;
Documento dos Nove; Assembleia de Tancos; Formação do VI GP; O assalto e a
pilhagem da embaixada de Espanha que conta com a passividade do COPCON;
Situação em Angola; Acção dos Soldados Unidos Vencerão (SUV); A perda de
influência da esquerda em órgãos militares, como foi caso no Conselho da
Revolução e a substituição do gonçalvista Eurico Corvacho na Região Militar Norte
por Pires Veloso.
[10] Foi nesta
localidade que, a 13 de Julho de 1975, é iniciado o primeiro ataque e saque a
uma sede do PCP.
[11]
Primeiro-ministro entre Julho de 1974 e Setembro de 1975.
[12]
CEREZALES, op. Cit., p. 183.
[13]
Por exemplo, o desvio de várias centenas de espingardas automáticas G3 de
Beirolas que Otelo Saraiva afirmou que ao estarem na posse da esquerda estavam
em boas mãos.
[14]
A 22 de Novembro ocorre um juramento da bandeira de cariz revolucionário no
Ralis, ao qual assiste o próprio chefe de Estado-Maior do Exército, Carlos
Fabião.
[15]
1º Região Aérea em Monsanto onde, inclusive, prendem o General Pinho Freire;
bases aéreas de Tancos, Monte Real e Montijo.
[16]
Citando em Francisco Rui Cádima, «Os
«Media» na revolução (1974-1976)», in O país em revolução. p. 346.
[17]
Dois mortos por parte dos Comandos (tenente Coimbra e furiel Pires) e um morto
pela PM (aspirante Bagagem).
[18]
http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=th10
[19]
António Telo, Portugal Contemporâneo, p. 96.
[20]
Futuro Primeiro-ministro do VI Governo Provisório.
.MUITO OBRIGADA POR ESTE POST, sim?
ResponderEliminarA sério.. espero que um dia a historiografia se debruce mais sobre este tema, tal como afirmas «(...) continua a ser, porventura, o episódio mais nebuloso da história recente de Portugal.» ( :
Obrigada mais uma vez, fico triste por nunca se falar sobre o 25 de Novembro na comunicação social... Poderia ajudar as pessoas a perceberem melhor o que falhou no 25 de Abril, quem sabe um dia, talvez...
«(...) Quando a nossa festa se estragou
E o mês de Novembro se vingou
Eu olhei pra ti
E então entendi
Foi um sonho lindo que acabou
Houve aqui alguém que se enganou...» (J. M. BRANCO)